5 condições clínicas que podem ter a fotofobia como sintoma

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fotofobia

Ao contrário do que muitas pessoas julgam, a fotofobia (sensibilidade à luz) não é necessariamente a porta de entrada para doenças e problemas nos olhos. Pelo contrário, ela pode ser o sintoma de que algo não está bem. Entenda como a fotofobia pode se manifestar como sintoma de doenças oculares e como aliviar o desconforto.

Entenda a fotofobia

Quando o indivíduo apresenta hipersensibilidade à luz ou dificuldade de enxergar em dias ensolarados e nublados, e ainda em locais com forte iluminação artificial, pode-se afirmar que ele sofre de fotofobia. Essa condição manifesta-se devido a uma rejeição de pela luz que as células da retina apresentam.

A fotofobia pode vir acompanhada ou não de vermelhidão, lacrimejamento e dores de cabeça. A condição se apresenta com maior frequência em indivíduos de olhos claros. Em olhos saudáveis, a fotofobia pode ser evitada com o uso de lentes que permitam pouca passagem de luz e tenham proteção dos raios UVA e UVB.

Quando começar a se preocupar

Em outros casos, a fotofobia pode significar o sintoma de alguma doença. Apenas quando tratada a doença de origem é possível se livrar do desconforto que a fotofobia causa. Entre as mais comuns estão catarata, glaucoma, ceratite, conjuntivite e uveites.

Para descobrir a real origem da fotofobia e iniciar o tratamento correto, é preciso consultar o oftalmologista. O modo como a fotofobia se manifesta é o termômetro para saber quando é o momento para se preocupar. Se o incômodo não passar apenas com o uso de óculos escuros, se houver dor e o incômodo ser constante, é bom relatar a um oftalmologista.

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Condições clínicas relacionadas à fotofobia

  • Catarata:

Na catarata, com a opacidade do cristalino, é possível que alguns pacientes se queixem de fotofobia. Em geral, ela aparece como sintoma da condição e é eliminada assim que a cirurgia para catarata é realizada.

  • Glaucoma:

No glaucoma, a fotofobia é mais comum em quadros agudos (quando a pressão ocular aumenta exacerbadamente em um curto período de tempo). É observada também em quadros congênitos.

  • Ceratite:

Assim como a conjuntivite, a ceratite, em sua maioria tem causa infecciosa, proveniente da ação de vírus, bactérias, amebas e fungos. Pode ser desencadeada por má higienização e manipulação de lentes de contato e também em estados de baixa imunidade. O processo inflamatório das estruturas oculares é responsável por sua fragilidade e, como consequência, a fotofobia aparece.

  • Conjuntivite:

Com a inflamação é natural que toda estrutura do olho fique mais frágil. Exposta à luz, essa sensibilidade se torna ainda evidente e os pacientes chegam a relatar sensação de queimaduras. No ciclo da doença, é preciso que paciente evite ao máximo a luz e use óculos com lentes fotossensíveis.

  • Uveíte:

Um dos sintomas mais comuns da uveíte é a fotofobia, porém, vem acompanhada de dor ocular e ao redor dos olhos, edema palpebral e vermelhidão próxima da córnea. Suas causas são em geral desconhecidas, porém, podem estar ligadas a outras doenças como artrite reumatóide juvenil, toxoplasmose, herpes, citomegalovírus, bactérias etc. Se não tratada, pode levar à cegueira.

Outras causas

Alguns medicamentos também podem desencadear a fotofobia, por isso é importante relatar ao médico o uso de substâncias como quinina, tetraciclina, doxiciclina entre outras. Quem é usuário de anfetaminas, cocaína, escopolamina e atropina também deve relatar ao oftalmologista.

Em quadros de gripes ou resfriados a fotofobia pode se manifestar. Nesse caso, a condição se dá pelo comprometimento das vias áreas. Assim que a gripe ou o resfriado foram curados, a fotofobia deve desaparecer.

Quando a fotofobia se manifesta em apenas um dos olhos, é possível que tenha ocorrido alguma lesão na íris, frutos de acidentes que comprometam a face. É preciso recorrer urgente à ajuda médica.

Saiba mais sobre problemas oculares mais comuns e quais os melhores tratamentos para eles.

 

Responsável técnico: Dr. Jorge Mitre | CRM: 28420

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